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Centaur II

A minha primeira e até agora única incursão em embarcações em papel.
A decisão de construir este modelo surgiu de uma consulta ao site da GPM para a escolha de modelos a fazer numa encomenda. Gostei da imagem da capa, elas são feitas para isso mesmo, para nos atrair. As dimensões finais também estavam dentro do que pretendia e isso bastou.
Hoje, depois de o ter montado não estou nada arrependido antes pelo contrário, deu-me umas boas horas de entretenimento e prazer na sua construção, apresentou-me alguns desafios novos e sinto-me feliz com o resultado final.




A embarcação

Centaur II é um rebocador que pode ser utilizado como tal mas também para transporte de pilotos, extinção de incêndios e assistência a navios quer nos portos quer no Mar Báltico inclusive com condições de gelo medianas. Entrou em funções em 1 de Maio de 2007 e está actualmente em serviço no porto polaco de Gdynia.




O modelo



Editor: JSC 
Referência: JSC-105
Escala: 1:100
Nº peças: 1165
Grau de dificuldade: Moderada/difícil
Nº de páginas de instruções: 4 (2 Pol + 2 Ing)
Nº de páginas com peças: 10 
Nº de páginas com esquemas: 6 
Formato: A4
Comprimento final do modelo: 305 mm
Instruções: em polaco e inglês




Trata-se como já repararam num modelo de meio casco e que por isso pede um diorama.


Páginas com peças.






A montagem


Primeiras peças. A base.




Depois de cortadas e coladas mais peças para criar a estrutura da base e uns gatafunhos para ficarem no seu interior para a posteridade,  o modelo tem já aspecto de embarcação. Coloquei mais alguns reforços, as peças mais amarelas, para evitar possíveis empenos das peças da imagem anterior.




Para começar a dar cor ao modelo e seguindo as instruções avancei para o convés da popa e da proa.




A montagem destas peças requer um certo cuidado para ficarem centradas, claro que existe uns traços muito pequenos para auxiliar mas estão a calcular o que aconteceria se algo corre-se mal, pois é não dá para descolar uma área tão grande e não há mais nenhuma peça destas. A colagem inicial terá de ser numa área pequena e assim a cola permite ajustes antes de secar, então depois sim pode-se aplicar mais cola.


As 4 peças exteriores do casco, além destas tem também as interiores que são laminadas a estas e as peças de união.




Depois de tudo colado e com a forma devida estão prontas para entrar no modelo.




Foi das colagens mais difíceis que apanhei até hoje, o formato das peças e a quantidade enorme de abas de colagem associam-se para tornarem praticamente impossível a colagem em várias fases.
Mas como difícil não é sinónimo de impossível...




Trabalhando na proa. O castelo da proa, composto por duas peças... 




defensa da proa. Este conjunto é para ser colado de topo (não tem abas de colagem) o que seria extremamente complicado neste caso e ficaria muito frágil por isso foi reforçado com uma peça no interior igual à peça que está no centro e com a altura das outras duas ou seja em vez de ficar oca ficou maciça.




Por cima desta defensa existe outra. Esta bastante mais complicada de construir. Nada de abas de colagem. As pequenas peças são arredondadas e depois coladas entre as outras duas. Para melhorar o aspecto apliquei, cosi literalmente falando, uma linha que pintei de preto com aguarela.
Os três conjuntos já montados no modelo.




Agora a defensa da popa. A tira superior está montada e ao lado pode ver-se a tira inferior e as peças que vão ser inseridas entre as duas.




trabalho finalizado.  Na popa!




É que há mais defensas, duas a bombordo e duas a estibordo.




Mais peças para o convés da proa

À volta foram colocadas as escoras de reforço nas amuras e parte do través.
Foram também montados 5 olhais de passagem dos cabos de reboque, um na proa, dois na amura de bombordo e outros dois na amura de estibordo.
Montada a parte superior horizontal da amurada. 


Amurada - Parte do costado do navio que fica acima do convés 
Bombordo – Lado esquerdo da embarcação quando olhamos para a proa.
Estibordo – Lado direito da embarcação quando olhamos para a proa.

Amura – Parte do costado que vai desde a proa ao través. (1 e 2)
Través – Parte do costado em cada um dos lados de uma embarcação. (3 e 6)
Alheta - Parte do costado que vai desde a popa ao través. (4 e 5)



Depois podem associar e já sabem alguma da linguagem específica de marinheiros e afins.
A amura de estibordo, O través de bombordo...






O que foi feito anteriormente nas amuras foi agora também feito na restante amurada. Escoras de reforço, mais 5 olhais de passagem dos cabos de reboque, sendo 1 na popa, 2 a bombordo e 2 a estibordo.

Fiz em arame e depois pintei a acrílico 12 + 4 respiradores dos tanques...





Estes respiradores foram montados em vários locais da amurada.




A fita de papel, bastante fina, que será a parte superior dos painéis da amurada que abrange a popa e o través...




Inicio da sua montagem...




E totalmente montada




Agora a casa das máquinas
As peças que formam as paredes. Nas vigias coloquei pelo interior acetato.




Depois de aplicadas portas, acessos, escadas e convés superior






Vou agora subir um nível e passar à ponte de comando do Centaur II.
As peças iniciais são a parede exterior e a base.




Escada interior que liga a sala das máquinas à ponte de comando.




Depois o painel interior que tem também uma escada




O piso




Uma das mesas de comando




A outra mesa de comando




Para que o rebocador não andasse à deriva contratei um experiente operador que já está em ensaios no seu posto...




Depois acrescentei na ponte de comando os "vidros nas janelas e os suportes de ligação ao teto.




Mesas de comando




As peças para o teto da cabine




Já montada






Efectuada a colagem do tecto à cabine, pode ver-se numa montagem provisória o conjunto.




Varandins, muitos! Vou utilizar arame colado com cianoacrilato e pintados com spray. Os primeiros...


 
Adicionei também as duas balsas salva vidas.




Mais varandins e também as bases das chaminés pois vão ligar aqueles.






Luzes de iluminação exterior e luzes de navegação de bombordo e estibordo




Este rebocador tem também a capacidade de combater incêndios. O Sistema de extinção de incêndios. É composto por tubagem, agulheta, base da mesma e varandim.






Mais um varandim, este para o tecto da cabine. Associado a ele está a escada de acesso a partir do convés superior.




Do lado de estibordo




A construção deste varandim foi feito com template que desenhei a partir das medidas do tecto da cabine.




Chaminés montadas bem como bóias de salvamento nos varandins de bombordo e estibordo, sino, bússola no tecto da cabine e passadiços na zona frontal da cabine.






Passando para o convésEscotilhas, cabeços e enroladores de cabos.




Guinchos para os cabos de reboque, um no castelo da proa e outro a meia-nau.




Molinete ou Coroa de Barbotin para arraiar ou içar os ferros. Ambos no castelo da proa.




O equipamento já montado no castelo da proa. De referir que após a montagem do equipamento montei a superestrutura (Sala de máquinas e cabine de comando) na embarcação.




E no convés a meia-nau.




Os últimos varandins. 3 no desnível entre convés e dois laterais que ligam as amuradas e permitem o acesso à embarcação.




O mastro sem equipamento.




Depois de montar luzes, antenas, radar, cruzeta e brandais no mastro a última peça foi a bandeira polaca.

Está terminado o meu rebocador Centaur II disponibilizado pelo editor JSC e comprado através do site de outro editor, GPM, pelo valor de 5.79€. Considerando o gozo que me deu a sua construção, estarão certamente de acordo comigo que os €€€ foram bem empregues.
Quando pela primeira vez desfolhei o livrinho do modelo deitei as mãos à cabeça quando cheguei à folha dos templates e vi tanto trabalho em arame, varandins, escadas, corrimões... ainda por cima algo que nunca tinha feito! Durante a sua construção senti-me mais modelista em arame que modelista em papel. Mas a versatilidade é quase uma obrigatoriedade no modelismo.

O que posso dizer deste modelo em termos de construção?
Claro que ainda não fiz todos os tipos de modelos mas até agora considero os barcos os mais difíceis de construir. Trata-se de um modelo com um grau de dificuldade considerável e bastante pormenorizado.
Quanto ao papel da JSC, gosto mais do da GPM. Não sei se devido ao papel se à tinta, o papel da JSC não permite nenhuma limpeza de qualquer excesso de cola pois deixa imediatamente marca e tem tendência a perder a tinta com a passagem mesmo de um palito.

Este modelo por ser a meio casco merece um mar (diorama) e o mesmo está pensado desde o início do trabalho, mas não é p'ra já. Desejo fazer o mar utilizando papel de cozinha molhado em cola branca diluída e pintado a acrílicos. Um dia destes lá terá de ser.

Medidas finais: Da proa à popa 30 cm. De bombordo a estibordo 10 cm.





























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7 comentários:

  1. Para a proxima tens que fazer um dos navios do Deadliest Catch! Sera que ainda o pessoal do merchandising deles ainda nao pensou nisto? :)

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  2. Fui em busca e não há modelos nem em papel nem em plástico. Só uns modelos já construídos e com muito pouco detalhe.

    Se houvesse, faria o Northwestern, sou fan de Sig o norueguês, este barco apanha tanto caranguejo como a malta aqui apanha aumento de impostos!

    Beijinhos

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  3. Parabéns!!!!! Estou montando este navio e seu regisro de montagem esta me ajudando muito. Mas como vc montou os "varandis" mais especificamente? Nunca montei estruturas de arames, imaginei que era necessário colar os arames nos templetes e moldalos.

    Como você fez?

    Abraços e Parabéns pelo ótimo trabalho

    Cristiano
    Brasil

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  4. Soul Love > Enviei email com a resposta a seu pedido.

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  5. Muito Obrigado, o material será de muita ajuda!
    Obrigado e Parabéns novamente!

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  6. Este navio es el claro ejemplo de lo que puede hacer un profesional del modelismo a escala en papel. Soberbios detalles, admito tu paciencia y una vez mas me animo para en un futuro llegar a obtener tan buena tecnica; gracias por compartir este excelente trabajo. Saludos desde Venezuela!

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  7. Gracias Pabuelin pelas tuas palavras e saludos desde Portugal.

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